Countdown para o próximo jogo no Palkobdrimes

terça-feira, 20 de março de 2007

Ele há noites assim...

… cheias de equívocos, em que nada sai bem e as quais nunca se sabe se devem ser para esquecer ou para recordar!!!

Ontem foi uma dessas noites: a Laranja pareceu surpreendida com a forma como o adversário jogou e, se as ausências do The Wall, do Antenas e a lesão do Ameixa explicam uma parte do menor rendimento, estarão longe de o justificar na totalidade…

Mas vamos ao que interessa.

Parecíamos todos altamente desorientados: passes errados a meio campo, alguns com pouca convicção e a ficarem a meio do caminho e invariavelmente nos pés dos adversários, a defesa a ser apanhada em contra-pé e a permitir o aparecimento de adversários nas costas dos laterais e o ataque sem profundidade e sem capacidade de criar situações continuadas (safaram-se um ou dois fogachos individuais). Parecia que havia muita pressa em colocar a bola lá à frente e as precipitações sucediam-se.

A certa altura, os jogadores da Laranja começaram a trocar de posições, a ver se as coisas estabilizavam mas nem assim, e além do mais havia alturas em que não se percebia quem estava a jogar aonde.

Ao intervalo já lá estavam 5 dentro e em breve conversa chegou-se à conclusão que, perante um adversário que trocava bem a bola e em velocidade, a melhor solução seria baixar o ritmo de jogo, tentar começar a acertar os passes e fazer circular a bola, não sofrer golos e tentar marcá-los conforme possível…

A 2ª parte teve um saldo menos negativo: 2 golos sofridos e 1 golo marcado (que soube a pouco, muito pouco…), mas também porque o adversário pareceu ter tirado o pé do acelerador. Creio que a lesão e saída do jogo do Ameixa e o desânimo que, inexplicavelmente, se abateu sobre a maioria dos Laranjinhas fez o resto. Parecia que tinhamos desistido e que esperávamos sofridamente pelo final do jogo para que o “pesadelo “ terminasse. Não pode ser assim: há que lutar sempre e até ao fim… Pessoalmente, dei por mim a jogar a extremo, a médio centro, a trinco, a central, a ponta-de lança, onde calhava, tal era a apatia geral…

Foi um jogo mau, de facto, mas que sirva para não embandeirarmos em arco quando fazemos um jogão, como foi o caso da semana passada. Estes estados de graça (ou desgraça) têm a validade de 1 semana e no jogo seguinte temos sempre que continuar o bom que fizemos no(s) jogo(s) anterior(es) e corrigir o que de menos bom fizemos. Não éramos bestiais a semana passada e não passámos a bestas esta semana. Há noites assim e importa corrigir os erros…

Não vou dar notas porque não sou “pro” como o nosso estimado cronista de serviço, mas deixo aqui alguns apontamentos, em jeito de despedida:

- Aranha: Parece não ter grandes culpas nos golos; apenas tem que ter mais segurança na hora de segurar a bola de modo a que não lhe escape das mãos e fique à mercê dos atacantes contrários
- Príncipe Filipe: Bastante melhor na semana passada; parece ter sido contagiado pelo desacerto geral, tendo melhorado quando passou do lado esquerdo da defesa para o direito (que parece ser um lugar mais indicado para as suas características).
- Zé “Pé Canhão” Pedro: Retornado de uma lesão “tic-taquiana” mostrou falta de ritmo e receio nas disputas de bola, o que é normal e expectável; aguardamos pela recuperação da confiança e forma física.
- Calceteiro de Rans: Como é amigo? Isto é para jogar duro e rijo… Faltou ser a máquina de limpeza do costume: ou se calceta ou não se calceta; não se pode é calcetar em “part-time”; a rever a forma como subiu com a bola diversas vezes na 2ª parte, deixando as costas desguarnecidas.
- Mister: Cada vez mas estou convencido que tem que jogar a lateral esquerdo, venha quem vier; nessa posição está cada vez mais seguro; estranhamente foi “comido” muitas vezes com bolas em profundidade colocadas nas suas costas mas não foi por aí.
- Nani: Na 1ª parte comungou dos erros de passe que contagiaram toda a equipa; melhorou na 2ª parte – não jogou bem na posição que julgo ser a melhor (médio de cobertura) mas esteve lá perto. E já começa a levantar a cabeça e a ver para onde vai passar a bola!!!
- Ameixa: Pena a sua saída prematura do jogo; até aí estava a ser muito esforçado e a tentar mudar o rumo dos acontecimentos.
- Ravanelli: Melhor na 2ª parte, quando passou a jogar a ponta de lança; algumas movimentações na área a serem aperfeiçoadas, na minha opinião, o que é natural para quem não costuma jogar nesse lugar. Faltou o golo na 2ª parte.
- Valgini: Faltou a pressão alta da semana anterior e que tão bons frutos deu; recuou no terreno no final da 2ª parte e aí se ficou na 2ª, tentando vir buscar jogo e que o mesmo lhe passasse mais pelos pés; a posição de ponta-de-lança é ingrata e é preciso ter paciência e calma que as bolas chegarão lá; parece ter sido o 1º a “desistir”, o que não é uma atitude nada “valginiana”.
- JP “Puto Maravilha”: Jogar com os grandes está a fazer-lhe bem; cada vez melhor na segurança com que domina a bola e ataca as jogadas no jogo; fazendo minhas as palavras do cronista: “este rapaz faz-se”.
Abraços para o povo da Xixa
MQB

P.S: "Isso é que eu gosto; ter o meu menino de bolta de mim, de bolta de uma fogueira tão linda" - D.Helena

3 comentários:

Laranja Mecânica disse...

Agora não tenho tempo mas não posso deixar de escrever: desistir?????
Só da posição que ocupava. Estás equivocado, meu amigo. Completamente.
Valgini

Branco disse...

Cito a frase: "parece (...)", o que não quer dizer que tenha sido; apenas que parece.

Daí o direito de contraditório que espaços como o Grande Sukinho "prepúcionam". Beijos

Anónimo disse...

De facto foi uma noite anormal e penso que nos faz bem levar uns banhos de humildade de vez em quando. Na realidade o Spartak esteve ao seu melhor nível, dificultando e muito a nossa acção defensiva e atacante.

É também verdade que as ausências de Jolas, The Wall e Antenas se fizeram sentir. Mas o problema esteve, sobretudo, na mania que a equipa tem de jogar sempre para a frente e de qualquer maneira.

Temos de aprender a jogar para o lado e temos de aprender a jogar para trás. Temos de aprender a refrear a xixa nos momentos de maior fulgor da equipa adversária. Em resumo, temos muito, ainda, que aprender.

No próximo jogo podemos perder (ou ganhar) 5 minutos antes do encontro para acertarmos alguns pormenores que nos podem ser muito úteis no desenrolar da partida.

Fizemo-lo ontem, no intervalo do jogo, onde todos analisamos a actuação do Spartak e fomos comentando e chegando a conclusões sobre a melhor forma e melhor estratégia para a 2ª parte.

Acabamos por perder, na mesma, mas o importante foi que as avenidas já não eram as mesmas, ficaram mais estreitas, os passes errados (500 na 1ª parte) foram muito menos, enfim, houve um maior acerto e sobretudo, sabíamos melhor o que cada um deveria fazer.

Estou totalmente de acordo com o Quaresma quando diz que não éramos bestiais a semana passada, nem bestas esta semana.
Acho que somos uma equipa com potencial mas ainda com muitas arestas para limar. Vamos dar tempo ao tempo.

Pelo que ouvi ontem e pelo que estou a ler hoje, posso-vos garantir de que estamos no rumo certo e isso, meus amigos, é que é importante.

Para a semana é outro jogo e decerto será outra, a história.

Quero aproveitar esta oportunidade de me encontrar em directo para enviar beijinhos para os meus pais, para a minha tia Lina, para o meu irmão, os meus tios dos Açores, as minhas primas Alice e Mónica, os meus cunhados Manel de Montanelas e Afonso de Montaneles, e quero, sobretudo, desejar rápida recuperação ao Ameixa (estou a gostar muito de o ver jogar), ao Antenas (parecia o Mourinho, ontem), ao Jolas (que se passar a beber a nova Super Bock sem álcool aquilo passa) e ao nosso zeloso e preocupado Pé Canhão.

Valgini