Countdown para o próximo jogo no Palkobdrimes

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Ressaca...

Receio não conseguir ser tão sucinto quanto os autores dos posts anteriores, mas aqui vai a minha colherada, recorrendo à famosa técnica cinematográfica do "Flashback".

Devo dizer que fiquei espantado quando, após 2 dias sem estar ligado, vi no blog a colocação de posts com um tom tão "carregado"... Mas, ainda assim, tocaram em temas importantes e que importa reflectir e emitir opiniões (e por isso o faço agora).

O Rui (Valginex para o mundo em geral, Valgini para os adeptos da Juve e Valginho para as amigas do Calor) colocou uma questão central: o que nos faz ir jogar à bola na 2ª à noite?

Da minha parte vos digo:
- Vou porque gosto de jogar futebol
- Vou porque é a maneira que tenho de fazer algum exercício com prazer (pronto não é a única, mas...)
- Vou porque nessa altura me consigo abstrair e esqueço-me de todas as merdas que um gajo vive durante a semana (problemas de trabalho e afins)
- Vou porque é um encontro semanal porreiro de gente porreira (nem sempre o foi mas passou a sê-lo com o decorrer do tempo)
- Vou porque dou umas gargalhadas valentes (e continuo a rir-me depois com as crónicas e com os comentários no blog ao longo da semana)

Ou seja, e em resumo, vou para dar uns chutos na xixa com um grupo de amigos...

Se é importante vencer? Bem, eu gosto muito de ganhar (e muito pouco de perder), como qualquer um de vós (acho...), mas quando o convívio é porreiro, o jogo corre bem, toda a gente se esforça (com maior ou menor jeito, numa noite mais ou menos feliz) para o jogo correr bem, e ainda por cima conseguimos dar umas gargalhadas, não importa o resultado porque vou sempre para casa com a sensação de que ganhei/ganhámos...

Se ganhar (pelo resultado do jogo) fosse o mais importante, se calhar já tínhamos mudado alguma coisa: se calhar já tínhamos mudado de redes, se calhar já tinhamos dito ao Nani para não se desgastar tanto com a namorada durante a semana, para ficar com algum pulmão de reserva (ou já lhe tínhamos dado o Viagra que ele tão insistentemente tem pedido), se calhar alguns jogadores não jogavam na posição em que jogam (em alguns casos desperdiçando as suas características), se calhar já nem eu jogava pois já se tinha arranjado alguém melhor que eu (e que jogasse à bola)...

A diferença entre o início dos nossos jogos e o que se foi passando ao longo do tempo é que no início era assim, e daí andarmos "às turras": o A não passava a bola ao B porque achava que o B não "valia nada"; o C tentava fazer tudo sozinho porque achava-se o melhor; o D queixava-se que ninguém lhe passava a bola e que estava 1h30 a correr no vazio; o E desabafava "nem sei porque corro", etc...

Ao longo do tempo, as coisas foram melhorando: passámos a jogar com todos e entre todos, e a considerar que todos (com mais ou menos jeito, mais ou menos esforço, mais ou menos contribuição) estavam a fazer um esforço para jogar, marcar e ganhar...

A partir daí, ganharmos ou não era relativo (e até motivo de gozo, quando dizíamos "o sonho de ganhar ao Spartak"). E quando não ganhávamos (e a semana passada foi um bom exemplo porque acho que jogámos "um bolão"), havia sempre alguma frustração mas a causa era tranquila: tínhamos rebentado, tínhamos falhado golos, não tínhamos defendido, tínhamos sofrido golos ridiculos, ..., mas estava tudo na boa...
Se calhar por esse motivo, somos mais ou menos os mesmos desde o início e o Spartak aparece com gente nova a cada semana que passa.

O que se passou esta semana foi diferente: não jogámos e ponto... Alguém se esqueceu de avisar o pessoal para ir jogar???

Contra mim falo, porque não joguei a ponta de um corno (há dias assim, é como o período...). Mas o que me custa é precisamente isso: não jogar nada, a equipa não jogar nada, perder porque fomos uma merda, com cada um a remar para o seu lado, cada um a jogar sozinho, a achar que não vale a pena jogar com os outros colegas de equipa, ... Esta 2ª feira fez-me lembrar a equipa dos Laranjinhas do início, a mesma que na altura me fez pôr a hipótese de não ir mais jogar...

E por isso, estava tão fodido no final do jogo e, contrariamente ao que é costume, não fiquei um bocado na conversa e quis mas é ir embora para não abrir a boca. Mas, atenção: acima de tudo, eu estava fodido era COMIGO PRÓPRIO, pelo facto do jogo não me ter corrido como eu queria e por sentir que também tinha contribuido para a merda que a nossa equipa fez...

E mais: quando protesto ou "berro" com alguém não é, nem nunca foi, numa atitude de crítica (até porque eu sempre fui dos gajos que joguei com todos por igual e nunca escolhi o A ou o B); foi e é sempre na tentativa de melhorar as coisas e tentar contribuir para que as coisas melhorem. Afinal, não é o facto de fazer boas jogadas e de bom entendimento, jogadas de perigo, golos, boas defesas, bons cortes, que nos dá mais gozo? A mim é...

Se calhar o que se passou até foi bom, para que falemos (como agora) e para a próxima seja melhor e não voltemos ao mesmo que era no início. Da minha parte prefiro perder 10-0 e jogarmos bem e sairmos satisfeitos do que perder 3-1 e não percebermos porquê. Se tivessemos ganho esta semana (por qualquer motivo cósmico), tinha ficado fodido comigo próprio na mesma... Mas para a semana será muito melhor!!!

O post já vai longo de mais, mas tenho que falar de um último assunto que, para meu espanto, deu origem a conversas no final do jogo: o Penalty!!!

Tal como o resultado, eu estou a cagar-me para o hipotético Penalty. Não é importante, não faz diferença, não senti nem deixei de sentir falta de solidariedade por parte dos meus colegas de equipa, ...

O que se passa é que eu jogo à bola todas as 2ªs feiras à noite com um grupo de gente porreira, e contra um grupo de gente com quem, não sendo propriamente amigos, eu convivo semanalmente.
Eu sei o que senti (não vi porque era eu que estava no lance) e sei que me acertaram na perna. O que me irrita e me deixa passado é a pessoa que me mandou a troçada na perna dizer que não me tocou (independentemente de ser falta ou não, e eu acho que era). Isto irrita-me tanto quanto o Mota marcar faltas inexistentes contra eles próprios só para ser um gajo porreiro e não criar "tumultos": são ambas coisas ridículas e dignas de putos...

Não é preciso fazer mergulhos espectaculares como o Mendes ou o Paulo V.Pinto; as faltas são para se fazer e assumir que se fez; são para se sofrer, marcar e não protestar. Mesmo que não sejam marcadas (isso é de menor importância)... Quando se passa o que se passou (e eu nem sabia se tinha sido o Mendes ou o Moustache a rasteirar-me), eu sinto-me gozado e, pessoalmente, gosto pouco de ser gozado...
Ou a atitude correcta para 22 gajos que se juntam para jogar à bola 1 vez por semana é a do Tic-Tac (o amiguinho do Valgini) que uma vez desviou a bola com a mão na grande área e até hoje jura a pés juntos que nem tocou na bola (nem com a mão, nem com os pés, não estava lá...). Até os colegas da equipa dele se riram na cara dele. Estas merdas são as primeiras a estragar um jogo: as "atitudes de putos", as frases "marca lá falta; não, não marca nada; marca, marca; devolve-lhes a bola, ai isto é assim?, ...).

Por aqui me fico... Com a esperança de que o que se passou esta semana tenha servido para encarreirarmos novamente.

Como o post é grande, sugiro que o imprimam e o levem quando forem para a cagadeira. Assim, não perdem tempo e na falta de papel podem sempre desenrascar-se...

Abraços

P.S: AI, QUE SAUDADES DO TINO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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