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terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O pior… é que sabe a “dejá vu”

Meus amigos, detestei o jogo de ontem, soube-me mal, deixou-me o estômago às voltas e urge regurgitá-lo.

Como já tive oportunidade de comentar com outros Laranjinhas, estou a pensar em abandonar o laranjal e de forma permanente. Nesta quase decisão, muito têm contribuído a postura e atitude de alguns jogadores.

Eu não permitirei que se torne hábito sair do terreno de jogo como ontem saí, completamente abazurdido com o que pude presenciar. E o pior é que sabe a “dejá vu”!

Como já devem ter reparado, eu gosto de resolver os problemas na hora, com ou sem razão (sim, porque às vezes também acredito que a não tenha, pelo menos toda). E ontem resolvi sair rapidamente, evitando assim qualquer tipo de diálogo, não fosse o facto de estar ainda quente, me fizesse dizer ou fazer coisas que mais tarde me pudesse arrepender. Assim saí, sem me despedir, alterando “para pior” o meu normal comportamento.

Desde muito cedo no jogo, comecei a sentir desunião, desalento, e sobretudo, descrença ou incredulidade. Este sentimento foi crescendo no decorrer da partida, dando origem a algumas interjeições negativas por parte de alguns dos intervenientes. A segunda parte da partida foi um descalabro no que concerne à união e coesão da Laranja Mecânica.

Mas vamos aos factos que, no meu entender, necessitam ser definitivamente resolvidos. Todos nós falhamos e iremos continuar a falhar. É futebol e é humano. Ninguém pode garantir, antes de entrar em campo, que vai efectuar todos os passes na perfeição, que vai varrer com o olhar todo o terreno antes de efectuar qualquer passe, que não vai falhar nenhum remate à baliza e consequentemente concretizar cada um deles em golo, que vai defender todos os remates ou que vai ganhar todas as bolas. Quem o fizer estará a mentir. Tal não é possível e todos nós temos essa consciência. Agora o que todos podemos garantir, sem qualquer risco de faltar à verdade, é que vamos correr até não podermos mais, que nos vamos empenhar até ao último minuto, que não vamos contribuir com frases que em vez de motivar desmotivam e desunem, que não vamos ser egoístas o tempo todo (é que uma vez por outra faz parte do jogo, agora por sistema!… ), que nos vamos preocupar em motivar os nossos companheiros, mesmo quando falharem, que não vamos jogar para o umbigo mas para a equipa.

Infelizmente, ontem não chegamos a este patamar, muito pelo contrário. Se isso acontecer, já no próximo jogo, poderão ter a certeza de que o resultado será sempre secundário, pois será verificada a condição fundamental para a coesão da equipa: o respeito por cada um de nós. Se perdermos, caímos de pé e sem qualquer sabor amargo. E se ganharmos, bom, será mesmo muito, mas mesmo muito bom e reparem, só depende de cada um de nós. Haja respeito!

1 comentário:

Laranja Mecânica disse...

Proponho que no inicio, e qd digo inicio é inicio MESMO, a equipa se reuna para definir comportamentos.
O q cada um faz em campo ja sabe a muito tempo.
Por isso guardem os remates e habilidades para o jogo e ao inves de andar nos chutinhos nos reunamos no banco e conversemos.

No final, voltamos a reunir, mas num qq tasco à escolha (apetece-me o capa) para dissecar a partida e acima de tudo se a conversa inicial foi benefica.

Não sei se todos vem ca ler isto, por isso quem tiver os mails do pessoal todo que envie a convocatória por favor